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  • 1935
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1935
9786586264227
16 x 23 cm
336 páginas
1ª edição - 2020

1935

Rafael Guimaraens


R$ 45,00


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Porto Alegre prepara-se para a grande Exposição do Centenário Farroupilha, o encontro entre a reconstrução de um passado controverso e a projeção de um futuro ambicioso, e todos estão inquietos. Dyonélio Machado sonha com a revolução. Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll. A chanteuse Juliette Foillet só quer recomeçar sua vida. O jovem jornalista Paulo Koetz percorre becos escuros, vielas suspeitas, espeluncas e rendez-vous em busca de boas histórias.

UM TRECHO

“Em dez minutos, o auto de praça estaciona na Avenida João Pessoa, defronte ao antigo Anfitheatro Alhambra – que agora se chama Studio de Boxe Farroupilha, e logo será demolido para ali construírem o lago artificial da Exposição Farroupilha. Atravesso a rua e vou tomando pé do que aconteceu por ali. Há um drama de sangue instalado. Um automóvel invadiu a calçada e estaqueou sobre o gramado, deixando marcas de pneus no areião. Dois veículos da Polícia e uma ambulância da Assistência Municipal estão estacionados junto ao meio-fio. Um grupo de curiosos é mantido à distância da cena pela força policial. Chego mais perto. Dois homens com uniformes da Companhia Carris são rendidos, um deles com ferimento no ombro. Um policial à paisana igualmente está ferido.

Espio pela janela do Ford acidentado, placa 20-24. Há um cadáver estirado no banco traseiro, alguém muito jovem. Tem os braços e as pernas afastados, o paletó preto aberto, sem gravata e a camisa branca empapada de sangue. Outro corpo com o rosto ensanguentado está sendo examinado no canteiro diante do Studio de Boxe. Agachado sobre ele, o médico da Assistência faz um sinal negativo e pede que seus auxiliares o removam para a ambulância. Depois, se dirige para o defunto no interior do auto.

Pergunto ao colega Eliseu Neumann, do Diário de Notícias:

“O que houve por aqui?”

“Só o que faltava. Além do meu trabalho, tenho que fazer o teu? Te vira!” (...)

 

 



Sobre o autor

1935

Rafael Guimaraens

Nascido em Porto Alegre (25/05/1956), Carlos Rafael Guimaraens Filho é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Exerceu diversas funções nas assessorias de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Assembleia Legislativa do RS.

É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha - Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

Atividades continuadas em Cultura

Rafael Guimaraens

https://literaturapolicial.com/2016/04/11/tragedia-da-rua-da-praia-por-rafael-guimaraens/

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2013/11/a-dama-da-lagoa-reconstitui-crime-passional-ocorrido-em-porto-alegre-nos-anos-1940-4325466.html

https://revistaforum.com.br/colunistas/inversoconjugado/ex-sargento-com-orgulho-conheca-a-historia-de-uma-das-primeiras-mortes-da-ditadura/

http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/6612-rafael-guimaraens

https://www.uniritter.edu.br/noticias/blog/editora-libretos-lanca-obra-sobre-a-enchente-de-41

https://rascunho.com.br/rascunho-recomenda/fim-da-linha-o-crime-do-bonde/

https://rascunho.com.br/noticias/a-servico-da-historia/

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2017/03/livro-reune-20-historias-insolitas-de-porto-alegre-9752453.html

Livros



Depoimentos

Boa noite Rafael.

1935 consumiu todo meu fim de semana. Escrevo "à chaud". Excelente! Um dos teus melhores livros (o meu preferido é A dama da lagoa).  Grande repórter, grande jornalista e grande escritor.  
1935 tem passagens surpreendentes. Dashiell Hammett ficaria com inveja.
Aquela "cena" no final, com o Adolfo fotógrafo, é espetacular. 
Gostaria de comemorar contigo, tomando duas Negritas e meia.
Abraço e suerte.

Cattani

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